Viajando com Arte

Um mês em Menorca, o tempo desacelerou e eu também

Por Alice Moraes.

Aluguei a minha casa em Greenville (Carolina do Sul) pra uns amigos que estavam procurando moradia temporária por lá.

Fizemos um acordo de 4 meses, eles ficaram e eu vim passear.

No começo não sabia muito pra onde eu iria, mas que os primeiros 3 meses seriam na Europa, o último no Brasil. Minha prima amada me disse “vamos pra Menorca”, e eu “por que não?”

Aqui estou, e que boa escolha! Ilha de uma beleza natural ímpar, um mar azul turquês inigualável, acho q o fato de o mar estar tocando em rochas vulcânicas, aquela mistura do escuro com o claro, sei lá, mas nem no Havaí tinha visto um azul assim, no Caribe também é diferente.

Além da beleza natural, Menorca tem um patrimônio histórico super rico, vários pontos são patrimônios da UNESCO. Por estar no meio do Mediterrâneo, foi passagem de muitas civilizações que deixaram as suas marcas.

As duas cidades maiores são Ciutadella de Menorca e Mahon. Eu fiquei muito impressionada com Ciutadella, e estou contente de estar num apartamento bem pertinho dela. Um charme! Ruazinhas estreitas de paralelepípedo, tudo super bem preservado, bares e restaurantes ao fresco, muito charmosos, e lojinhas bem do estilo despojado de Menorca.

Mahon parecido, mas não tão charmosa. Tem outras vilinhas que também valem a pena dar uma olhada. Ainda bem que vim no começo de maio, pois esta ainda muito tranquilo. A população quadriplica nos meses de verão, e eu já estou sentindo o movimento começar.

Certo que a praia fica um pouco mais difícil de aproveitar, pois ainda não esta o calor do verão, mas o conforto de ter uma ilha tranquila e não calorenta, acho que vale a pena.

Várias oportunidades de trilhas – incluindo uma trilha em volta da ilha (Cami de Cavalls), trilha que foi usada pelos guardas que patrulhavam a ilha em outros tempos e várias ciclovias, inclusive é assim que eu estou me locomovendo.

Fiz um passeio de Kayak super gostoso, de praia em praia com direito a mergulho, vale a pena! Tem também uns a cavalo que talvez eu faça, e sábado vou fazer um com um catamarã.

Nada muito caro, nem a comida ou bebida, mas em euros 🙂 !

Outra coisa que é interessante é o fato de diferentes nacionalidades ficarem em diferentes partes da ilha. Aonde estou – cala en Blanes – muito inglês. E aonde vim tomar um chops, muito italiano.

Alice Moraes
Em 1992, fui para os Estados Unidos com uma bolsa do CNPq para fazer meu doutorado em Fisiologia da Reprodução em gado de corte. Desde então, muita coisa mudou — como acontece em qualquer trajetória —, mas desde o início criei uma forte conexão com o país. Mesmo tendo voltado a morar em Porto Alegre por um período, acabei escolhendo os EUA como meu lar.

Trabalhei por cerca de 15 anos com pesquisa acadêmica em diferentes universidades, incluindo a UFRGS e instituições americanas. Mais tarde, iniciei uma nova fase profissional e me aposentei após 18 anos lecionando diversas disciplinas de ciências em escolas públicas de ensino médio nos Estados Unidos.

Hoje levo uma vida mais tranquila: dou aulas de yoga, leio bastante e aproveito o tempo com amigos, passeios de bicicleta, trilhas e algumas viagens.

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