Navegar pelo Rio Nilo é uma das melhores maneiras de conhecer o Egito!
Mas para nosso próximo roteiro nós fomos além do convencional , reservamos um barco privado , uma experiência única para nosso grupo. O Nawara Cruise.

O Egito vive um novo tempo para o turismo, marcado pela abertura do Grande Museu do Cairo (GEM) aos pés das pirâmides — um encontro potente entre passado e futuro que foi plenamente inaugurado em final de 2025. Nós visitamos e soft open em 2024 e já foi espetacular.


É para lá que seguimos em 23 de novembro de 2026, em nosso roteiro mais especial de todos os tempos, criado para celebrar os 20 anos do Viajando com Arte.
Uma jornada única, navegando pelo Nilo em um barco privado, atravessando paisagens, templos e histórias que revelam os mistérios de uma civilização milenar.

Mais do que uma viagem, uma experiência de imersão, contemplação e celebração — no ritmo do rio, da arte e do tempo.

Muitos barcos fazem esta viagem, em geral todos costumam ser espaçosos e guardar um charme meio nostálgico, quase como os bistrôs franceses em relação aos grandes trasatlânticos pasteurizados.
Mas o Nawara se destaca pelos passeios , gastronomia e principalmente pela sua forma única e privativa de acessar os templos, A viagem mais usual vai de Assuan a Luxor, ou vice-versa, por onde muitos templos históricos se derramam pelas margens do Nilo. Enquanto curtimos o sol e a piscina podemos ir celebrando a historia que se descurtina ao nosso redor.


Assuan é um local de veraneio onde os europeus passam férias nos vários resorts espalhados pelas margens do Nilo. É um local aprazível e tranqüilo.

Desde de 1960 é conhecida por abrigar a Represa de Assuan, feita para gerar energia e alavancar a industrialização planejada pelo presidente Nasser. A represa criou o enorme Lago Nasser que inundou o deserto até a fronteira com o Sudão, deixando submersos diversos templos antigos. Os templos mais importantes, como Abu Simbel e Philae, foram relocados em áreas mais altas com ajuda internacional.

Abu Simbel localiza-se na fronteira com o Sudão e vale muito fazer o voo de meia hora (partindo de Assuan) para uma visita ao sítio. Dois templos do período de Ramsés II foram totalmente reconstruídos para escaparem das águas da Represa de Assuan. Um prodígio da engenharia moderna em respeito a história da humanidade.

O belo templo de Philae, dedicado a deusa Isis, é um dos melhores exemplos de construção Ptolomaica. Os Ptolomeus foram faraós de origem grega, vieram ao Egito após as conquistas de Alexandre , Magno e instauraram um sincretismo religioso entre os mitos gregos e as crenças egípcias.

Por aqui as falucas , barcos de passeio típicos da região , criam um clima que inspira descanso e reflexão.

Os passeios ao entardecer são super divertidos, o pessoal local faz uma percussão forte e ritmada . Embalada pelo honesto vinho egípcio já dá uma samba!

Seguindo o Nilo em direção norte a paisagem é deslumbrante, a margem verdejante de tamareiras contrasta com o deserto árido e montanhoso e é emoldurada por um céu constantemente azul.
Como o rio é estreito, durante todo o percurso vai se tendo um desfile de vilarejos e ruínas de templos que podem ser visitadas em rápidas paradas.

O Templo de Kom Ombo é uma delas, também do período Ptolomaico, é dedicado a Hórus o Velho e tem importantes referências aos conhecimentos médicos dos antigos egípcios.
A população local usa o Nilo como meio de transporte e subsistência. Cenas insólitas de embarcações improvisadas divertem quem se detém a apreciá-las.
Todos acenam para os barcos de turistas , mesmo já fazendo parte da paisagem.

Nesta viagem o mais importante não é o destino final e sim o percurso.
Deslizar na cadência da correnteza e desfrutar de uma paisagem milenar pensando ” O Egito é mesmo uma dádiva do Nilo” como bem destacou o historiador grego Heródoto.
Construção que poderia ter servido de manjedoura de Jesus, até com os burrinhos perfilados

Curtir o entardecer navegando no Nilo, só seria mais perfeito se fosse com um chimarrão!
Brindemos ao Egito!